Alice já mora aqui [caixa do correio: pais_da_alice@yahoo.com]
Era assim o Jingle Bells que a minha mãe desafinava lá por casa na época festiva. Mais tarde, com o pai da Alice, conheci a fonte do refrão, «O Natal dos Operários», um álbum infantil (
elepê, como diria este senhor), muito politicamente datado, à boa maneira do PREC. A verdade é que aquela coisa dos amigos serem a festa que é a da família sempre me fez sentido. Como sempre me fez sentido abrir os presentes à frente de quem mos oferece, seja dia 22 de Junho ou 24 de Dezembro. A família, um rol imenso de primos-irmãos, segundos, terceiros e em quarto grau, os tios todos, os avós lá na terra deles (muito depois do tempo em que corriam para Lisboa a cada achaque ou pequena celebração), toda a família começou a parecer-me equidistante de uma data de outras pessoas, com outros apelidos, que iam lá a casa muito mais vezes, que sabiam melhor quem eu era.
Há muitas vezes um profundo abismo que separa o mundo daqueles que nos conhecem desde sempre, mesmo que não saibam bem quem somos, do universo dos que conhecemos há pouco, mas a quem confessamos os vícios e mostramos as vísceras. Gostava muito que as autoras
destes posts fizessem também os natais da Alice. Oxalá estejamos todas de acordo nisso.