Alice já mora aqui [caixa do correio: pais_da_alice@yahoo.com]
São coisas indizíveis. A forma como ela sorri para mim quando acorda, por exemplo. Quem me dera ter aqui à mão palavras capazes de descrever tanta doçura (mas não tenho; mas não há). A forma como ela respira, como ela se mexe, como ela cheira, como ela palra. Ou aqueles olhos que me reconhecem quando chego a casa ao fim do dia e se acendem de súbito, tomados por uma espantosa alegria. Ou a sensação única de sentir o seu corpo minúsculo aninhando-se nos meus braços, como se eu a pudesse proteger de tudo o que o mundo tem de agreste.
São coisas indizíveis. Como as que eu lhe digo em silêncio. E ela percebe.