Com o post anterior, lembrei-me de tudo o que fizemos durante a gravidez e de como o tempo chegou para o necessário. Muitas vezes é do exterior a pressão para termos tudo pronto. Além disso, tenho a ideia que toda a gente acha que o bebé vai nascer antes da hora. Assim que começa a aparecer uma barriga que dá direito a lugar no autocarro, as pessoas conhecidas (e desconhecidas) começam logo a tecer considerações sobre as semanas que faltam e o tamanho da criança. Veio a Alice, puxada cá para fora com uma ventosa, quarenta semanas e um dia depois. Nessa altura, descansei-me a mim e aos outros com uma lista. Uma longa lista feita a partir de muitas outras, com tudo o que me parecia ser indispensável para uma curta estada no hospital e os primeiros tempos em casa. Dividi os itens em hardware (carrinho, cama, banheira, e afins) e software (pequenos consumíveis e roupas). Depois, criei duas colunas, além da óbvia, guardada para a descrição: uma servia para o temos/não temos (onde escrevia também a quem pertenciam os bens, caso fossem emprestados), outra para o "apoio técnico", onde deixava ao pai da Alice indicações sobre onde comprar, a quem cravar ou com quem se podia informar acerca de determinando ponto. Posso enviá-la por e-mail, de bom grado, a grávidas ansiosas ou nem por isso, com mais de 25 semanas de gestação. Entretanto, deixo aqui alguns conselhos a quem é portador de criança dentro do colo, ou a quem quer ajudar alguém nessas circunstâncias:
- Vale a pena ter roupa zero. Por muito grande que seja um recém-nascido, caberá quase de certeza, pelo menos durante duas semanas. E são duas semanas em que vamos agradecer muito ter uma gaveta cheia de roupa. Às vezes os bodies trocam-se em cada muda de fralda, e um bebé que bolse como a Alice dá cabo do juízo a pais que o queiram ter apresentável. Babetes pequeninos e fraldas de pano são uma boa ideia, mas também não ficam mal uns babygrows de reserva.
- Vale a pena usar babygrows. É muito giro um bebé de vestido ou de calças de ganga. Os collants, então, fazem as delícias aqui do pai da Alice. Mas um recém-nascido passa as primeiras semanas deitado e não gosta especialmente de mudar a fralda, vestir-se e despir-se. Há babygrows bonitos e toda uma vida à frente para se vestir como os adultos.
- Não é preciso multiplicar os casaquinhos de lã e os carapins (linda palavra, provavelmente ligada ao italiano scarpino (= sapatinho), muito usada pela parte nortenha da família, desconhecida pelos membros sulistas). Três ou quatro chegam, mais só vão encher gavetas. As pessoas gostam muito de fazer em tricô e há muitos que têm perto de trinta anos e chegam intactos. Eu diria que nosso caso esses bastavam, mas a oferta foi numerosa...
- Mais importante do que ter tudo pronto, é ter alguém de confiança que saiba como pode aprontar tudo. Um recém-nascido e uma recém-mãe demoram ainda algumas boas horas a sair do hospital. Com meia dúzia de telefonemas e um salto a um centro comercial, qualquer emergência se resolve. E o pai bem pode entreter-se com isso entre as visitas.
Voltarei a este assunto mais tarde para falar sobre o regresso a casa da maternidade. E aposto que o pai da Alice tem muito a dizer sobre os diferentes sistemas de fecho dos bodies.
Ontem, ao fim de três meses e meio de gravidez e após ter visto, finalmente, o documentário da National Geographic “In the womb”, sonhei com o bebé que faz crescer a minha barriga. No sonho, o bebé era uma menina, nascia prematura (mas não parecia nada, embora fosse esquisita), e eu estava desesperada porque não tinha nada preparado. Não tinha roupa lavada, não tinha fraldas, não tinha nada. A explicação para tanta aflição parece-me óbvia: medo de não ter tudo pronto a tempo. Acho até que é um clássico dos medos das grávidas.
Mas foi outro medo que me fez escrever estas linhas. Ainda no sonho, lembro-me perfeitamente da sensação de pânico ao pensar no que é que lhe ia dar de comer quando tivesse fome. “Que tolice!”, disse para mim mesma, “os bebés mamam!”. Apesar da estranheza que sempre me causou a ideia da amamentação, sobretudo pelo receio da sensação desconhecida, foi o que fiz. Pus o bebé ao peito e ele mamou. E a sensação, no sonho pelo menos, era óptima.
E foi assim, através dum sonho palerma, que resolvi o meu problema com a amamentação.
Em memória dos tempos de barriga grande, convidámos uma grávida itálica a escrever neste blogue. Ela é elegante, não se inclina para o lado e transporta consigo o nosso (ou nossa) correspondente na vida intra-uterina.
Aconteceu há umas semanas. Estava a Alice em cima da nossa cama, brincando com as rugosidades da manta verde, quando de repente um raio de sol entrou pela janela, filtrado pelas persianas parcialmente descidas. A luz muito dourada (era o fim da tarde) desenhou um rectângulo sobre os almofadões e a Alice, dentro da sombra, olhou para aquele prodígio com o ar fascinado dos bebés diante das primeiras coisas. Muito a medo, chegou-se ao caudal de luz, onde pairavam minúsculas partículas de poeira, e tocou-lhe com os dedos. O espanto adensou-se. Aparentemente sólida, a luz deixava que a pequena mão estendida da Alice a atravessasse. E ela, perplexa, insistia. Os seus dedos abriram-se e fecharam-se várias vezes, quase tão etéreos como as partículas de poeira. Ao fim de um tempo, como é óbvio, desistiu. Recolheu-se à zona de sombra, olhando desconfiada para aquele bizarro e enganador foco luminoso, cada vez mais ténue com o aproximar da noite. Ficou na sombra, de novo obcecada com as rugosidades da manta verde. E sou capaz de jurar que os seus dedos brilhavam. Como se a luz, afinal, neles tivesse ficado presa.
Esta semana, para grande tristeza do elemento masculino da progenitura (era a sua vez de ir para dentro de água), volta a não haver piscina. Por causa das tosses, literalmente. A ver se daqui a oito dias compensamos a gazeta, com doses fartas de chapinhanço e alegria aquática.
Na próxima edição da revista Alice sai uma entrevista, e belas fotos, com alguém que também tem problemas com o preenchimento de formulários. Tinha: até ao Natal, a Rosa já pode dizer que é lojista no shopping. Já lá fomos, à loja (duas vezes, eu). Delicio-me com os quadrúpedes da Hilda, com as nano-bonecas da Rosa, e com os móbiles da Ana Ventura. Vou voltar com dinheiro na carteira e uma lista mental de amigos.
biscateira, escrevente, mulher-a-dias do texto, assistente de produção, blogger, mãe, mulher-a-dias em casa própria, servente da escrita, transcritora, operadora de teclado, revisora de provas.
Mas aos olhos de vizinhas desocupadas e cabeleireiras curiosas, não faço nada.
Passo por cima das motivações que nos levaram a criar uma conta bancária em nome da pequena Alice. Já vamos para a terceira tentativa. Às vezes tudo parece difícil no nosso país, e todas as filas infinitamente grandes quando não há bebés ao colo ou na barriga. Na primeira vez, fui detida pela falta de cartão. O bebé ainda não tem bilhete de identidade, mas precisa de ter um número de contribuinte. Contribui com fraldas sujas, passos tropêgos com os braços esticados para cima e uma vasta gama de sorrisos. Antes de qualquer clube de futebol, sindicato, partido político ou associação de bairro, a Alice é agora sócia dos que pagam impostos em Portugal. Depois, falhei no dia da segunda tentativa. Com menos de doze horas de atraso, deparei-me com regras novinhas em folha. Na lista dos documentos necessários para abrir uma conta, constava o último recibo de vencimento. Não tenho, respondi, «pode ser o último recibo verde?». Não, quer dizer, sim, «se trouxer uma declaração da entidade para quem trabalha, porque precisamos de provar que tem uma profissão». Estamos no século XXI, não tenho uma profissão, nem se adivinha que venha a ter, passo recibos a pelo menos três entidades diferentes, muitas vezes não conheço sequer as pessoas que me passam os cheques, ponho recibo no correio, recebo um cheque em troca. Tudo parecia fácil ao senhor do balcão, se é trabalhadora independente, deve ter uma carteira profissional, dizia, comos os médicos, jornalistas, advogados, se não tem que trazer um papel que comprove que tem uma profissão. Tenho sim, sou biscateira. Vou pedir a um dos meus clientes que me diga isso por escrito, a bem do combate à evasão fiscal.
Desde o longíquo passeio no parque que não vemos a bebé Maria. Temos saudades e incomodou-nos o tamanho do nosso silêncio nas últimas semanas. Quando uns correm mais depressa, todos ficam a perder.
Olho debaixo para os amigos crentes. Se alguém me tivesse falado da fé com a eloquente sensibilidade do Tiago, a minha vida podia ser diferente. Agora, que me parece tarde, resta-me encantar-me com a religiosidade dos que estão perto de Deus, cada dia mais perto.
Hoje de manhã, saíram pai e filha, rumo à escola, e eu fiquei em casa. Menos de meia-hora depois, tocou o telemóvel e vi com apreensão o número da creche.
- Está? É a mãe da Alice? - Sim... - Sou a C., aqui da escola da Alice... - Sim... - É que o Tobias hoje não veio e estamos muito preocupadas.
Nasceu em 1977, em Lisboa, e já habitou apartamentos de diferentes tipologias. Um dia conseguiu concluir a licenciatura em Ciências da Comunicação e agora trabalha em casa, nos bastidores dos textos dos outros, o que lhe permite ser blogger intermitente e mãe dedicada.
Tenho acompanhado os primeiros dias de escola de filhos e mães, aqui na blogosfera e não só, estava por isso preparada para o pior e para o melhor. Foi muito bom o estágio que fizemos nas férias com o bebé Gabriel, com quem a Alice aprendeu, além de chorar em coro, que ganha quem gatinha mais depressa. Mas gostava de ter preparado melhor esta fase da nossa vida. Durante os primeiros sete meses e meio, foram duas as vezes que estivemos afastadas mais do que cinco horas e uma dúzia as separações mais curtas. Soube-me muito bem ao princípio, era preciso que assim fosse, mas nos últimos meses teria trocado de bom grado muitos retratos de família por alguns babysittings oportunos. (Um dia voltarei a falar de como este bebé transformou a minha vida pelo lado mais inesperado, pode ser que consiga explicar isso com as palavras certas.) Felizmente, nos primeiros dias da semana passada, o pai da Alice ainda estava de férias. Fomos dois a sair sem nos lembrarmos bem do eclipse, a estranhar a luz e a tirar uma última fotografia antes de estragarmos a máquina. Fomos dois a calçar as protecções para os sapatos da rua e a entrar na sala dos bebés. Fomos dois a pousá-la no chão, sorrir para mais um retrato, e demorarmo-nos por ali mais um bocadinho, a descobrir os placares com informações sobre os bebés, a aprender tudo sobre a outra Alice, o Gaspar, o Martim, o Francisco e o Jimmy. Fomos dois a sair sem grandes despedidas, enquanto a Alice descobria um brinquedo com teclas e som irritante. Tomámos um café e voltámos pouco depois para lhe dar o almoço e avaliar as saudades. Encontrámos um bebé choroso, rabugento, que não largava nem por nada o colo da mãe. Não tinha conseguido dormir, tinha fome. Demos-lhe o almoço, comeu tudo, deitámo-la um pouco para descansar, esperámos que adormecesse, e saímos, ingénuos, à espera de uma sesta razoável. Uma hora e meia depois ouvimos à porta, antes de entrar na sala, e lá dentro encontrámos o mesmo bebé choroso, rabugento, que não largava nem por nada o colo da mãe. Demos-lhe o lanche, e quando dormia, extenuada, em casa, pensei que talvez não fosse ainda o momento certo, que não estava preparada para uma separação difícil. Esperava o melhor e o pior. Pensava que me custaria muito mais a mim, muito menos a ela. Valeu-me o pai da Alice ao meu lado, como sempre. No segundo dia ainda fomos os dois, voltámos depois do almoço — a educadora é meiga e segura, as auxiliares alegres e experientes. Dormiu um pouco de manhã (ainda não chega), e deixou a sesta para casa. No terceiro dia, fui buscá-la sozinha e voltei para trás porque tinha acabado de adormecer. Quando regressei, dei-lhe a papa e viemos as duas para casa em alegre cantoria. O quarto dia foi como o anterior, mas dormiu mais, brincou mais, chorou menos. Tinha era mais ranho. Daqui a pouco saio para ir ter com a Alice, cinco horas depois de a ter deixado obcecada com um brinquedo com teclas, música, luzes e rodinhas. É bem possível que ainda consiga dar-lhe o lanche. Vou ter dificuldade em lavar as mãos para o fazer, vai colar-se ao meu colo e choramingar se eu ceder alguns centímetros. Antes de virmos embora vai querer ainda brincar um bocadinho, enquanto arrumo na mochila o inseparável gato Tobias e a roupa que sujou. Com ela ao colo, espreito as informações nos placares, fico a saber quanto e quando dormiu e comeu, ponho em dia o boletim escatológico. Nessa altura, suspeito, se a educadora se aproximar para explicar alguma coisa, esticará os braços para o colo dela. E o melhor de tudo é que isso não me custa absolutamente nada.
- ouvido em Loulé, na fila do supermercado: "a Tia Anica tem mais dinheiro do que cabelo". - disputados por todos os bebés (eram dois): uma peça de plástico verde, correspondente ao terceiro andar de uma torre que não fica de pé mais do que dez segundo; Olegário, o dromedário que chia ao mais leve toque. - provados e aprovados: pão e bolachas, brinquedos que se podem comer, mais do que alimentos que se podem agarrar com a mão. - muito fotografados: membros superiores e inferiores da Alice (a testemunharem a experimentação de novas texturas: relva, areia, bolachas, água) e cartazes eleitorais (ver blogue oficial do pai). - confirmado pelos pais: o choro do nosso bebé é inconfundível e inexplicavelmente ridículo para os outros. (A Alice chora em nhééé, o Gabriel chora em ahhhhh, o primo Tomás chora muito). - experimentados (por toda a família e em ópticas diferentes, a do utilizador e a dos pais): 20 horas de febre e ben-u-ron 125 para lactentes. - comemorada com pequenos gritinhos: alegria estival, mesmo depois do equinócio. - desafiados pela primeira vez: os pais e a sopa, com borrifos por todo o lado. - definitivamente dispensadas: a maminha da mãe e a chupeta. - confundidos de madrugada por causa da miopia e do sono: o nascer do sol e um candeeiro de rua.
O pessoal deste lado chegou muito atrasado às férias, por isso é natural que a rentrée seja também tardia. Pedimos desculpa aos nossos leitores, agradecemos a paciência e deixamos um relatório relâmpago. Descansámos muito nos primeiros dias: a Alice descansou da sua própria casa, o pai da Alice descansou do bulício do dia-a-dia na cidade, a mãe da Alice descansou de sopas, papas e algumas fraldas. Passeámos quase tudo o que havia para passear nos dois últimos dias no Algarve: mais umas horas éramos uma família de saltimbancos em Espanha. Depois, no regresso a casa, gastámos o tempo que restava a pôr em ordem a vida doméstica: desfazer as malas, fazer limpezas, separar a roupa que já não serve, procurar a que está quase a servir, lavar toda a que se sujou entretanto. E preparámos a ida para a escola: consultas no médico, vacinações de última hora, abastecimento de mudas de roupa e lençóis. A isso dedicaremos um post único, umas linhas acima.
Pela primeira vez, a Alice assistiu à azáfama eleitoral, no rés-do-chão da escola onde um dia, quem sabe, andará a correr escada acima, escada abaixo. Ainda não foi desta que acompanhou os pais ao cúbiculo onde se faz a cruzinha, mas já pôde presenciar, debaixo do plástico que protegia o carrinho da chuva, a simpatia algo fatigada dos rapazes e raparigas que andavam por ali a registar, para as sondagens da RTP e da TVI, os chamados votos à boca das urnas.
Uma das consequências da vida no infantário é esta: se os outros bebés estão constipados, o nosso bebé tenderá a ficar constipado. E a Alice ficou. Nada de grave. Umas ranhocas, uma tosse aqui e ali, alguns espirros. Nada que não passe com algum recato, enquanto o sistema imunitário começa a ganhar forma e a apurar a resistência aos agentes patogénicos. Único contra: o regresso à piscina de todas as alegrias, previsto para amanhã, fica adiado por uma semana.
1) Largar a Alice no tapete da sala 2) Deixá-la rastinhar à vontade 3) Esperar que se aproxime da estante branca e dos livros que estão na primeira prateleira, quase ao nível do chão 4) Verificar qual é o livro a que ela deita, avidamente, a mãozinha marota 5) Repetir o exercício dez vezes
Resultado: em nove das dez vezes, o livro em causa será a biografia de Eça de Queirós, escrita por Maria Filomena Mónica. [Não me perguntem porquê.]
Se há coisa que me encanta na Alice e no seu amigo Gabriel é o fascínio evidente que ambos nutrem pelos livros. E não apenas os livros que foram feitos especificamente para eles: em plástico e pano, com profusão de bonecos e poucas letras, cores garridas e estímulos ao toque. Claro que eles adoram esses livros e os arrastam por todo o lado, mordendo-os e manipulando-os das maneiras mais inventivas, mas também cobiçam, desde já, os livros dos adultos, aqueles de lombadas duras e densas manchas de texto. Como é evidente, ainda não podemos saber se estes dois pirralhos vão ser leitores vorazes, como os respectivos pais foram e continuam a ser. Há demasiados factores que condicionam os hábitos e entusiasmos das crianças, durante o seu processo de crescimento, para estarmos aqui a lançar foguetes e a fazer, com anos de antecedência, cartões de leitor na biblioteca municipal. Mas que a fúria bibliófila dos nossos petizes é linda de se ver, além de promissora, lá isso é.
Foi hoje à tarde, no magnífico complexo de piscinas do Estádio Universitário, ali perto da Faculdade onde o Pai da Alice estudou Biologia. A água estava mais do que quentinha (32º centígrados) e a bebé da touca de lycra fúchsia deslizou de um lado para o outro, sempre agarrada pelo seu progenitor, atrás de bolas de borracha coloridas ou em cima de uns tapetes flutuantes de equilíbrio instável. Lá dentro, a chapinhar (filha) ou a fazer bolhinhas (pai), o delírio foi total. Está visto que o prazer dos mergulhos é mesmo hereditário.
[A próxima sessão, no sábado dia 8, terá a Mãe da Alice como apoio técnico da bebé nadadora, enquanto o pai assistirá a tudo da bancada suspensa sobre a piscina. Assim que forem permitidas fotos, elas cá aparecerão, para testemunhar a felicidade que só vista.]