Alice já mora aqui [caixa do correio: pais_da_alice@yahoo.com]
Andámos meia semana a sonhar com uma viagem os três. O pai da Alice tem que ir a Berlim passar 12 dias a ver cinema, e como vai estar longe no aniversário da Alice, tudo se resolvia se fôssemos as duas com ele. A autorização final para a cobertura jornalística da coisa demorou tanto tempo que já tínhamos desistido da ideia e até comprámos meia-dúzia de coisas para a festa (que é mais nossa do que do bebé que ainda não sabe o que é isso de fazer anos). Sexta-feira, a agenda virou-se outra vez ao contrário. Folgas interrompidas, malas à vista, meias quentes: o pai vai mesmo viajar e nós o que é que fazemos? De máquina de calcular em riste, e depois de um passeio virtual pelas companhias aéreas, percebemos que um bebé paga menos mas não voa de graça, que as temperaturas vão descer outra vez, que o pai vai estar em frente aos ecrãs durantes todas as horas de vigília da Alice. Seria um desperdício de dinheiro e energia irmos todos em família, mesmo com o apoio local de uma família luso-germana, bilingue. Ficou prometida, para a Primavera, uma grandiosa excursão do clã a solos nunca pisados por nenhum de nós (embora sejam poucos os solos pisados pelo bebé ainda em treino para os primeiros passos). Vimos Berlim por um canudo, mas elegemos a terra da
Miffy como próximo destino: bicicletas, tulipas, parques e museus não serão demais para nós. (O
Red Light District e os
Coffee Shops é que terão que ficar para uma segunda oportunidade.)